lembro-me de quando tu, com uma caneta, abriste o queixo... lembro-me de quando tu, pendurada no portão do ringue, caíste e abriste a cabeça... lembro-me de saltar contigo em cima dos sofás verdes e tu bateres com a cabeça no aquecedor a óleo... lembro-me de quando tu, a correr em Pedras d'el Rei, caiste nas escadas e mais uma vez, abriste a cabeça... lembro-me de quando iamos num passeio em Alcantarilha, uma mota subir o lancil e rasgar-te a perna por debaixo do joelho... lembro-me de tu quereres levar o teu prato de sopa para a mesa e queimares a testa... acho que em todas elas sofri quase tanto como tu!
lembro-me de quando te perguntei, no meio de uma discussão do pai e da mãe em que tu interferiste, se querias que eles se separassem... lembro-me de chorar contigo, em casa, quando isso de facto aconteceu... lembro-me de chorar contigo, na escola, quando te disse que íamos ter um irmão e lembro-me do amor que sentimos quando ele nasceu... lembro-me de chorar contigo, em São Sebastião, no meio de um pomar, quando tu fugiste do restaurante durante uma discussão...
mas também me lembro de ouvir a mãe contar que quando tu nasceste eu corri pelo corredor da maternidade com um ramo de flores na mão a chamar por ti... lembro-me de cantar contigo e com o pai, deitadas na cama... lembro-me dos saltos que demos, sem cair, na cama e no sofá... lembro-me de ir comprar gomas ao quiosque e ter-te dito que levava a maminha de fora... lembro-me de rir desenfreadamente contigo, desde sempre e até hoje, sem qualquer razão aparente ou por um disparate qualquer... lembro-me de tantas vezes, em que só um olhar bastava e basta para sabermos o que cada uma pensa... lembro-me de segredos bem guardados de parte a parte...
lembro-me de como amaste as minhas filhas a partir do primeiro instante... lembro-me das vezes que já foste à natação com a Maria... lembro-me do que fazes por elas todos os dias... lembro-me das vezes em que foste a minha casa de urgência só para dar uma mão ou simplesmente fazer companhia... lembro-me que há coisas que nunca vou conseguir compensar...
lembro-me de tantas alegrias e tantas tristezas, de tantos disparates e tantas coisas acertadas, lembro-me sempre...
se um dia eu me esquecer... por favor, lembra-me!!
...já me fizeste chorar...não me posso andar a emocionar assim,amiga. E eu lembro-me tão bem da Violeta....bj
ResponderEliminarNem consigo ver o ecrã para escrever...Lembro me de tudo o que referiste e lembro me ainda que gosto de ti como de ninguém, quero para ti tudo ou mais do que quero para mim... e nunca consigo estar 100% feliz se tu não estiveres bem!
ResponderEliminarUm dia que tenha filhos só quero rapazes, porque já tenho 2 meninas lindas!
Não é São Sebastião, é São Bartolomeu!
ai qui mirindro...
ResponderEliminareu ficou di ragrima no canto do oio, aio... non gosta nada disso!! roor
so acha mar uma coisa: quando tua irmã ia morrendo fogada no argarvi, disso tu non remvra? como e q e fossirver?!
rorororororor!
muito rindo, bera :D
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Lindo! Por momentos senti alguma "inveja" de não ter também uma irmã para partilhar esses sentimentos!
ResponderEliminarEu lembro-me perfeitamente do dia em que a tua irmã partiu a cabeça no ringue de Porto Salvo. Estava ela pendurada na porta do ringue e não sei como caiu para trás, ficou por momentos sem nenhuma reacção e nós a olhar para ela à espera do que ia acontecer. Não sei que idade tinhamos mas esta imagem ficou para sempre na minha memória.
Beijos para ti e para as tuas meninas.
Ana Januário
Obrigada Ana! Eu orgulho-me muito da irmã que tenho... Beijos para ti e para o teu menino (que já sei que quer um mano!!) Boa Sorte!!
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